O Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP), que faz parte da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado, lançou um edital voltado para a readequação de 174 rotatórias vazadas em 73 rodovias estaduais que não foram concedidas. O investimento estimado para esse projeto é de R$ 39,6 milhões e impactará 107 municípios, com previsão de início das obras ainda neste ano.
Essa iniciativa visa reformular as rotatórias, priorizando aquelas que apresentam maior risco de acidentes transversais e laterais. A proposta inclui a substituição dessas estruturas por ilhas centrais físicas, retornos controlados e outros elementos de engenharia viária, com o intuito de eliminar cruzamentos diretos e aumentar a visibilidade e segurança dos motoristas.
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As rotatórias vazadas foram criadas para facilitar acessos e retornos em locais estratégicos ao longo das rodovias, principalmente em áreas urbanas. No entanto, sua utilização tem sido desencorajada em projetos novos devido ao histórico preocupante de acidentes graves e ao aumento do volume de tráfego. As estruturas tradicionais frequentemente geram conflitos entre veículos com velocidades distintas, enquanto veículos maiores requerem mais tempo para completar suas manobras, aumentando o risco de colisões.
Segundo o Manual de Segurança Viária — uma publicação recente sobre o tema lançada pelo DER-SP em 2023 —, a recomendação é que se faça uma alteração na geometria dessas estruturas existentes. “O projeto para readequação das rotatórias reflete o compromisso do Governo de São Paulo com a segurança nas estradas, almejando salvar vidas em mais de cem pontos considerados críticos. Este investimento está alinhado à filosofia da atual gestão, onde cada vida salva representa um retorno inestimável”, declarou Sergio Codello, presidente do DER-SP.
As obras planejadas incluem a implementação de ilhas centrais físicas, canalização dos movimentos dos veículos, melhoria na sinalização horizontal e vertical e instalação de retornos controlados. Essas ações reforçam o compromisso do DER-SP com a modernização da infraestrutura rodoviária paulista e a proteção dos usuários.
Thiago Moreira Ferreira, diretor de Engenharia do DER-SP, ressaltou os aspectos técnicos desse projeto. “As rotatórias vazadas são interseções sem separação física entre as pistas opostas, permitindo cruzamentos diretos. Com o aumento do tráfego e das velocidades médias, esse tipo de dispositivo passou a ter um elevado potencial para acidentes”, afirmou.
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A Diretoria de Engenharia do DER-SP indica que fechar as rotatórias vazadas é uma medida eficaz para aumentar a segurança viária, já que essa ação comprovadamente reduz o número de acidentes graves. As novas diretrizes sugerem transformar essas rotatórias em formatos convencionais ou alongados para proporcionar melhor visibilidade aos motoristas e diminuir os conflitos perigosos. Quando a readequação não for viável, recomenda-se intensificar a sinalização e implementar medidas para controlar a velocidade nas áreas afetadas.
Trechos atendidos
O edital foi lançado no último dia 11 de maio e as propostas devem ser abertas em julho; algumas readequações deverão ser concluídas ainda neste ano. As 174 rotatórias selecionadas estão espalhadas por 107 municípios paulistas e foram identificadas como pontos críticos com base em indicadores técnicos como a Unidade Padrão de Severidade (UPS), priorizando os locais mais necessitados de intervenção.
Das 73 rodovias incluídas no projeto, 11 possuem cinco ou mais rotatórias vazadas: SP-225, SP-322, SP-463 e SP-563 (8 cada); SP-249 e SP-425 (7 cada); SP-250 e SP-306 (6 cada); além das rodovias SP-381, SP-379 e SP-421 (5 cada). Entre os municípios mais beneficiados estão Lins (6); Pirassununga e Capela do Alto (5 cada); além de Aguaí, Piracicaba, Capão Bonito, Pereira Barreto, Paulo de Faria e Santa Bárbara d’Oeste (4 cada).
