São Paulo dá passo importante com a assinatura do contrato para o Novo Centro Administrativo

Nesta quinta-feira (22), o Governo do Estado de São Paulo formalizou o contrato da Parceria Público-Privada (PPP) para a criação do novo Centro Administrativo Campos Elíseos, situado no coração da capital paulista. Com um investimento projetado em R$ 6 bilhões e um período de concessão de 30 anos, essa iniciativa representa um importante passo na requalificação urbana da área central, avançando após a finalização do processo licitatório.

Guilherme Afif Domingos, secretário de Projetos Estratégicos do Estado e responsável pela concepção e coordenação do projeto, enfatizou a relevância do planejamento meticuloso e da segurança jurídica em empreendimentos dessa magnitude, que transformam ideias em compromissos duradouros. “Com a assinatura do contrato, confirmamos que o trabalho foi finalizado e estamos prontos para avançar na execução com responsabilidade e comprometimento com o interesse público”, afirmou.

O contrato foi celebrado com a Concessionária Novo Centro SP, que venceu o leilão realizado em 26 de fevereiro na B3 ao apresentar uma proposta que oferece um desconto de 9,62% sobre a contraprestação pública mensal máxima de R$ 76,6 milhões. A estruturação da PPP foi realizada pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), com o suporte técnico da Companhia Paulista de Parcerias (CPP).

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Felipe Mahana, diretor-presidente da Concessionária Novo Centro SP, destacou que esse projeto reconecta a cidade à sua região central ao reunir a estrutura administrativa do Estado em um único local. Ele promove eficiência, cria oportunidades para novos negócios e impulsiona a ocupação na área, além de gerar empregos permanentes. O plano ainda contempla a recuperação de casarões e edifícios históricos, resgatando a memória local e reestabelecendo os laços entre o Centro de São Paulo e sua história.

“Acreditamos que garantir uma presença constante de pessoas vivendo, trabalhando e consumindo nesta área será um dos legados mais significativos para uma recuperação sustentável dos Campos Elíseos e do Centro de São Paulo”, declarou Mahana.

O novo complexo administrativo abrigará cerca de 22 mil servidores estaduais atualmente alocados em quase 40 locais diferentes na cidade. O projeto inclui a construção de sete edifícios e dez torres que concentrarão o gabinete do governador, secretarias estaduais e outros órgãos administrativos. Além disso, haverá espaços como teatro, auditórios e salas multiuso.

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O projeto também inclui o restauro de imóveis tombados e aumentará as áreas verdes do Parque Princesa Isabel em mais de 40%. Estão previstos ainda novos espaços comerciais que ocuparão uma área total de aproximadamente 25 mil m² além da construção de um novo terminal rodoviário para melhorar a integração com o sistema público de transporte.

Os edifícios projetados têm como meta obter certificação LEED Gold e estarão equipados com soluções sustentáveis voltadas para eficiência energética e ambiental. Durante as obras estima-se que surgirão cerca de 38 mil empregos temporários e aproximadamente 2,8 mil postos formais nas atividades comerciais.

Ao longo dos trinta anos da concessão, o parceiro privado terá a responsabilidade pela operação contínua e manutenção do complexo administrativo incluindo serviços como limpeza e segurança. A remuneração será baseada no desempenho conforme os critérios definidos no contrato.

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O design arquitetônico foi selecionado através de um concurso nacional promovido pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil – Departamento São Paulo (IAB-SP). A proposta vencedora é assinada pelo escritório Ópera Quatro Arquitetura que ficará encarregado dos projetos básico e executivo.

A proposta passou por duas audiências públicas realizadas em dois mil e vinte cinco (2025), onde foram registradas mais de oitenta manifestações além de uma consulta pública que arrecadou mais de duzentas sessenta e oito contribuições no mesmo ano.

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha com um total de mil quinhentos sessenta e quatro entrevistados apontou que sessenta e quatro por cento dos paulistanos consideram essa mudança positiva ou muito boa. Entre aqueles que residem ou trabalham na região central da cidade, oitenta três por cento acreditam na melhoria da segurança enquanto oitenta por cento confiam na melhora da limpeza urbana.

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Próximas etapas

Após a formalização do contrato, as primeiras ações se concentrarão na elaboração dos planos relacionados à concessão bem como no desenvolvimento dos projetos básico e executivo necessários para dar início ao empreendimento.

No primeiro ano também estão programadas intervenções no Terminal Luz além das desapropriações previstas no projeto. Já no segundo ano está previsto finalizar os estudos necessários para os projetos executivos além da entrega do Terminal Luz juntamente com a conclusão das desapropriações necessárias.

As obras nas quadras designadas como vinte quatro (24) e vinte cinco (25) assim como nas praças urbanas começarão no terceiro ano seguindo-se pelas quadras quarenta quatro (46), quarenta oito (48) e cinquenta dois (52). As primeiras entregas estão agendadas para ocorrer no quarto ano junto ao início das obras nos imóveis tombados planejados para restauração enquanto as demais quadras devem ser concluídas até o quinto ano.

By Itatiba Hoje

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