Governo de São Paulo renova diretrizes para enfrentamento do greening

Atualização dos protocolos de combate ao greening pelo Governo de São Paulo

Nesta quinta-feira (28), o Governo de São Paulo lançou uma nova resolução que revisa os procedimentos destinados à prevenção e controle do Greening, a principal enfermidade que afeta a citricultura. A iniciativa busca intensificar as ações de vigilância, fornecer orientações para os municípios no enfrentamento da praga e flexibilizar a erradicação de árvores doentes.

A Resolução SAA nº 32 de 2026 considera uma portaria do Ministério da Agricultura e Pecuária que reforça a governança em nível estadual, além de definir as competências da Defesa Pecuária, um órgão ligado à Secretaria da Agricultura e Abastecimento (SAA), em relação à praga.

A íntegra da resolução pode ser conferida no site da Secretaria da Agricultura e Abastecimento.

Classificação municipal no combate ao Greening

A nova resolução estabelece critérios para classificar os municípios conforme a incidência da doença. Aqueles com até 10% de pomares afetados são considerados de baixa incidência, enquanto os que apresentam mais de 10% são classificados como alta incidência.

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Segundo Alexandre Paloschi, engenheiro agrônomo e diretor do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal, “a intenção é estimular os municípios a aumentar suas ações de controle e erradicação das plantas doentes junto aos produtores nas áreas produtivas.”

Monitoramento do Greening

A publicação também determina que o monitoramento do Psilídio (Diaphorina citri), inseto transmissor da doença, ocorra a cada quinze dias. Essa medida abrange pomares de todas as idades, visando interromper o ciclo do inseto desde sua fase ovo até a fase adulta.

“Observamos sinais significativos de desaceleração da enfermidade, resultado de um trabalho técnico contínuo em monitoramento, fiscalização e orientação aos produtores. A nova resolução aprimora a estratégia do Estado para assegurar maior eficiência no controle do HLB (denominação técnica em inglês para o Greening), equilibrando proteção sanitária, sustentabilidade para os produtores e competitividade na citricultura paulista”, afirmou Geraldo Melo Filho, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado.

Flexibilização na erradicação de plantas afetadas

Adicionalmente, a resolução torna mais flexível o processo de erradicação das plantas contaminadas. Produtores localizados em municípios com alta incidência não precisam mais realizar a remoção compulsória das árvores adultas infectadas. Nessas áreas, somente as plantas jovens, com até três anos, devem ser eliminadas. Em contrapartida, nos municípios classificados como de baixa incidência, a erradicação continua obrigatória para todas as idades.

Paloschi explica que “a atualização na legislação busca se adaptar à dura realidade imposta pela doença em São Paulo e trazer um equilíbrio ao setor citrícola nas regiões com alta incidência, evitando a remoção indiscriminada dos pomares adultos desde que estejam sob manejo adequado.”

Alterações no transporte dos citros

Outra mudança importante refere-se ao transporte interestadual dos produtos cítricos. Agora é mandatório que antes do envio das frutas de São Paulo para outras localidades sejam realizadas escovação e processamento para remover folhas ou ramos que possam servir como vetores da doença. A única exceção se aplica à Tangerina Ponkan.

Vale lembrar que essas diretrizes são aplicáveis às plantas dos gêneros Citrus spp., Fortunella spp. e Poncirus spp.

By Itatiba Hoje

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