Governo de SP apresenta iniciativa “Não se Cale vai à Escola” para enfrentar a violência contra mulheres e meninas nas escolas estaduais.

O Governo do Estado de São Paulo apresentou nesta segunda-feira (15) o Protocolo Não se Cale vai à Escola, uma nova medida destinada a prevenir e combater a violência direcionada a mulheres e meninas no contexto escolar. O evento de lançamento ocorreu durante a entrega da Escola Estadual Roberto Burle Marx, localizada em São José dos Campos, e contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas, da secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni, além de representantes das secretarias de Educação e Segurança Pública.

A iniciativa foi elaborada em colaboração entre as três secretarias e visa integrar os princípios do Protocolo Não se Cale, que já era utilizado em estabelecimentos como bares, restaurantes, casas noturnas e em grandes eventos. Assim, busca-se expandir uma cultura de acolhimento, orientação e proteção para as vítimas de violência no ambiente escolar.

“Estamos ampliando a rede de proteção para mulheres e meninas ao criar mais um canal para escuta, acolhimento e orientação. A parceria entre as secretarias potencializa a capacidade do Estado em identificar situações de violência e agir prontamente”, destacou o governador. Ele enfatizou que esse trabalho já apresenta resultados palpáveis e agora se expande ao ambiente educacional.

O projeto tem uma duração prevista de 24 meses e será implementado em todo o estado. Ele inclui formação para profissionais da educação, ações voltadas à sensibilização dos estudantes, palestras presenciais com delegadas de polícia e especialistas, além do aprimoramento da plataforma CONVIVA-SP. Essa plataforma passará a ter filtros específicos para o registro e monitoramento de ocorrências relacionadas à violência contra mulheres e meninas, bem como casos de violência doméstica e feminicídios.

“As escolas desempenham um papel crucial na construção de uma cultura pautada no respeito e na não-violência. Com o programa Não se Cale vai à Escola, preparamos os profissionais da educação para reconhecer sinais de abusos, acolher as vítimas com responsabilidade e direcionar situações de violência à rede de proteção”, afirmou Adriana Liporoni.

O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, acrescentou: “A prevenção é fundamental para combater a violência contra mulheres e crianças. Ao implementar o Protocolo Não se Cale nas escolas, estamos aumentando nossa capacidade de identificar sinais de abuso e interromper ciclos violentos antes que resultem em consequências mais graves. Informação e conscientização são essenciais para salvar vidas.”

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Os cursos oferecidos aos educadores serão ministrados na modalidade EAD (Educação a Distância) abordando temas relevantes como violência contra a mulher, Lei Maria da Penha, reconhecimento dos sinais dessa violência e escuta qualificada ao encaminhar casos à rede de proteção. Professores(as), gestores escolares além das equipes pedagógicas poderão atuar como multiplicadores desta informação nas suas instituições.

Além disso, o protocolo prevê palestras presenciais nas escolas conduzidas por policiais civis especializados no combate à violência contra a mulher, principalmente aquelas das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs). As ações ocorrerão em períodos específicos dedicados à mobilização e conscientização sobre o tema.

Para os alunos do Ensino Médio serão disponibilizados materiais educativos focados na prevenção da violência baseada em gênero que promovam o respeito aos direitos das mulheres assim como informações sobre canais disponíveis para denúncia.

“Os dados sobre violência contra mulheres evidenciam a urgência da ação coletiva da sociedade nesse contexto escolar que é vital para promover conscientização sobre cidadania respeitosa”, afirmou Renato Feder, secretário da Educação “O Protocolo Não se Cale vai à Escola amplia nossa capacidade tanto no acolhimento quanto no encaminhamento das vítimas.” Ele acrescentou ainda que é necessário enfrentar essa questão com informação educativa.

Além disso, o projeto inclui um sistema bimestral para troca de informações entre as secretarias envolvidas e também prevê relatórios anuais que apresentarão indicadores sobre os resultados alcançados através das iniciativas propostas.

SP Por Todas

O movimento São Paulo Por Todas foi criado pelo Governo do Estado com o intuito de incrementar a visibilidade das políticas públicas destinadas às mulheres visando fortalecer redes de acolhimento e promover sua autonomia financeira em todo o estado.

By Itatiba Hoje

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