Confira as perguntas e respostas sobre a atualização da metodologia de segurança hídrica em São Paulo
Nesta sexta-feira (19), o Governo do Estado de São Paulo revelou melhorias na metodologia de monitoramento da segurança hídrica para a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Essa atualização, que estava prevista na deliberação do ano anterior, leva em consideração as sugestões obtidas durante a consulta pública, atualizações nas projeções hidrológicas e as experiências acumuladas no primeiro ano de aplicação. A nova metodologia será oficialmente divulgada na próxima segunda-feira (22) pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), fruto de uma colaboração com a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas), dentro do Comitê de Integração das Agências para a Segurança Hídrica.
Perguntas e respostas sobre o assunto:
Quais são as mudanças na metodologia?
Agora, a metodologia considera uma série histórica que abrange 15 anos, define diferentes parâmetros para períodos secos e chuvosos, além de incluir uma curva específica para o Sistema Cantareira. A faixa de operação será determinada pela condição mais restritiva entre o Cantareira e o Sistema Integrado Metropolitano (SIM).
Por que houve essa alteração na metodologia?
A revisão foi realizada para integrar projeções hidrológicas mais atualizadas, incorporar aprendizados do primeiro ciclo e considerar as sugestões da consulta pública. O objetivo é melhorar a capacidade de antecipar riscos. Essa atualização é parte do aprimoramento técnico já planejado na deliberação anterior ao final de cada ciclo hidrológico, não sendo resultado de alterações inesperadas no contexto.
E quanto à metodologia anterior?
A metodologia implementada em 2025 foi fundamental para garantir uma gestão eficiente, planejada e transparente, pautada em dados concretos. A versão aprimorada mantém os princípios fundamentais e incorpora os aprendizados adquiridos durante a primeira aplicação.
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Por que optar por um período de análise mais extenso?
A implementação de uma série histórica com 15 anos possibilita uma análise mais precisa dos períodos secos, chuvosos e intermediários, resultando em projeções mais consistentes e alinhadas com o comportamento real do ciclo hidrológico. Esse intervalo também inclui eventos climáticos significativos, como El Niño e La Niña, permitindo comparações mais robustas e melhor capacidade para antecipar cenários futuros, especialmente considerando as previsões desses fenômenos nos próximos meses.
Por que o Cantareira terá uma curva específica?
O Cantareira é um sistema estratégico que apresenta características distintas em relação ao SIM e teve um baixo volume pluviométrico no último ano hidrológico (conforme gráfico). O monitoramento individualizado possibilita identificar variações que poderiam ser ofuscadas em análises agregadas.
Como será determinada a faixa de atuação?
Serão verificadas as curvas do SIM e do Cantareira. Se essas curvas indicarem faixas distintas, a condição mais crítica prevalecerá, adotando-se essa abordagem como medida cautelar para proteger o abastecimento.
A nova metodologia é mais rigorosa?
Ela se mostra mais preventiva e conservadora, ampliando os fatores analisados e permitindo que ações sejam tomadas antes que o sistema enfrente condições adversas.
Com que frequência as faixas serão reavaliadas?
As avaliações regulares ocorrerão mensalmente, com a emissão de um relatório técnico pelo Comitê no último dia de cada mês. Em situações críticas relevantes, poderão ser realizadas avaliações extraordinárias.
Quais são as implicações imediatas para a população?
A metodologia por si só não impacta diretamente o abastecimento. Quaisquer mudanças dependerão da faixa vigente e das medidas operacionais que permanecem inalteradas.
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A população deve economizar água?
Sim. A prática do consumo consciente deve ser constante mesmo durante períodos chuvosos e dá suporte às responsabilidades do Estado e das concessionárias, que devem investir, reduzir perdas, aumentar a oferta e operar o sistema eficientemente. Essas frentes atuam em conjunto.
A redução da pressão noturna é eficaz?
Certamente. Entre agosto de 2025 e junho de 2026, a GDN conseguiu uma economia acumulada aproximada de 158 bilhões de litros, equivalente ao consumo mensal médio de cerca de 27,65 milhões de pessoas—um número superior à população da Região Metropolitana.
A publicação “Veja perguntas e respostas sobre o aprimoramento da metodologia de segurança hídrica” foi postada originalmente pelo Governo do Estado.
