Alunos da rede pública de São Paulo competem em desafio de foguetes em 275 cidades

Até o dia 30 de outubro, alunos da rede estadual de São Paulo estão envolvidos em competições de lançamento de foguetes que eles mesmos construíram, abrangendo 275 cidades do estado. Esses lançamentos celebram a conclusão da primeira edição da SP.ACE, uma olimpíada científica organizada pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), com o suporte da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Desde o início em maio, mais de 100 mil estudantes participaram dessa iniciativa, que começou com provas teóricas.

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Na fase prática da competição, grupos de alunos do 6º ano do Ensino Fundamental até a 3ª série do Ensino Médio testam os foguetes que desenvolveram sob a supervisão de professores. Durante este processo, os estudantes aplicam conhecimentos nas áreas de física, química, matemática e tecnologia para criar, testar e aprimorar seus projetos, com o objetivo de alcançar distâncias cada vez mais longas durante os lançamentos.

“Nossos alunos já têm o combustível: a curiosidade natural. A SP.ACE serve como um ponto de partida”, declara Fernando Martins, consultor de Olimpíadas da Seduc-SP. “Em todo o estado, eles aprendem conceitos de física, química, matemática e tecnologia ao construir e lançar seus próprios foguetes. É uma demonstração da capacidade das escolas públicas de São Paulo.”

A competição teve início em maio com uma prova individual focada em astronomia e exploração espacial. As etapas teórica e prática são classificadas separadamente, permitindo que os alunos participem somente de uma delas ou das duas.

A sigla SP.ACE representa São Paulo, Astronomia, Ciências Espaciais e Engenharia de Foguetes. A Secretaria está avaliando a possibilidade de renovar a parceria com a OBA para integrar essa olimpíada ao calendário regular das atividades na rede estadual.

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Além dos resultados individuais dos estudantes, a competição também valoriza o papel das escolas, professores e Unidades Regionais de Ensino (UREs). As instituições com maior envolvimento serão premiadas com o Prêmio Sirius, em referência à estrela mais luminosa no céu noturno. Os educadores podem ser agraciados com o Prêmio Polaris, que homenageia a estrela que historicamente serve como guia para navegadores. Já as UREs que se destacarem receberão o Prêmio Alfa do Cruzeiro do Sul.

Escolas receberão lunetas para aulas de astronomia

A colaboração com a OBA também inclui a doação de 100 lunetas e 100 tripés para as primeiras 100 escolas estaduais que implementaram as Super Eletivas de Astronomia. A entrega está programada para ocorrer no dia 3 de novembro e será acompanhada por uma formação prática destinada aos professores sobre como utilizar os equipamentos.

Nesse evento, a equipe da OBA realizará uma oficina voltada ao desenvolvimento das aulas relacionadas à astronomia. As Super Eletivas são componentes curriculares temáticos semestrais do Programa Ensino Integral (PEI), oferecidos com materiais complementares e roteiros para auxiliar os educadores.

Com esses novos recursos, as escolas selecionadas poderão expandir suas atividades práticas voltadas à observação astronômica, enriquecendo assim o aprendizado abordado em sala de aula.

By Itatiba Hoje

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