As Casas Terapêuticas proporcionam um espaço de acolhimento residencial gratuito para indivíduos a partir de 18 anos que se encontram em situação de rua e enfrentam problemas relacionados ao uso de substâncias psicoativas. A entrada nesse serviço acontece através de encaminhamentos feitos pela rede pública de saúde.
Essas unidades contam com equipes interdisciplinares compostas por profissionais como psicólogos, assistentes sociais, pedagogos, nutricionistas, arteterapeutas e consultores financeiros. O atendimento é adaptado às necessidades específicas de cada acolhido e inclui atividades voltadas para o autocuidado, convivência social, educação, trabalho, geração de renda e moradia.
No Estado, atualmente existem 15 dessas unidades. O tempo máximo de acolhimento pode atingir até dois anos, conforme a análise realizada pela equipe técnica.
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Funcionamento do acolhimento
O processo nas Casas Terapêuticas é dividido em quatro etapas: Acolher, Despertar, Transformar e Caminhar. Cada fase acompanha o progresso dos acolhidos e pode durar até dois anos, dependendo da avaliação feita pela equipe técnica.
Na primeira etapa, Acolher, o principal objetivo é estabelecer uma rotina e promover o autocuidado através de um estudo de caso individualizado. Este é o momento em que os acolhidos retomam hábitos diários como cuidados pessoais com higiene e organização do espaço — além de desenvolver habilidades sociais e comunicativas.
Durante a fase Despertar, são oferecidas mais oportunidades para participação em atividades tanto individuais quanto em grupo. Isso inclui terapias, ações socioeducativas e culturais, além de iniciativas que visam fortalecer as habilidades sociais. É também nessa fase que se inicia a elaboração dos projetos de vida personalizados.
A etapa Transformar foca na supervisão e revisão dos projetos estabelecidos anteriormente. Nesse ponto, os acolhidos são incentivados a retomar seus estudos, adquirir novas habilidades e procurar oportunidades para se inserir ou reintegrar ao mercado de trabalho, sempre respeitando suas particularidades enquanto se busca promover sua autonomia e reintegração social.
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Finalmente, na fase Caminhar, onde a autonomia já foi solidificada, o objetivo passa a ser a preservação das conquistas alcançadas ao longo do percurso. Nesta etapa, os indivíduos já estão instalados em novas residências e buscam garantir sua independência financeira, continuando a receber o acompanhamento interdisciplinar necessário para manter o cuidado.
Após completar as quatro fases do programa, cada acolhido mantém acompanhamento da equipe técnica por pelo menos seis meses adicionais. Esse acompanhamento visa prevenir recaídas e fortalecer a autonomia conquistada durante o processo.
Esse esforço é realizado em colaboração com outros serviços públicos nas áreas da saúde, assistência social e educação, possibilitando um apoio abrangente nas diferentes dimensões da vida dos acolhidos e ampliando suas chances de reintegração social.
Público-alvo do serviço
- Indivíduos com 18 anos ou mais;
- Em situação de rua;
- Com transtornos relacionados ao uso de substâncias psicoativas.
O acesso aos serviços ocorre mediante encaminhamento pela rede pública de saúde.
