Celebração do Dia do Escritor: Conheça os Autores Em Evidência em São Paulo

O Dia Nacional do Escritor é comemorado neste sábado, 25 de julho. No estado de São Paulo, a rica literatura é representada por autores de diversas regiões. A Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) destaca cinco escritores que expressaram em suas obras a história do povo paulista.

Mário de Andrade (1893-1945)

Mário de Andrade, natural de São Paulo, foi um dos principais responsáveis pela realização da Semana de Arte Moderna em 1922, evento que ocorreu no Theatro Municipal da cidade. Ao lado de figuras como Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e Anita Malfatti, ele fez parte desse marco cultural. Sua obra “Pauliceia Desvairada”, escrita entre dezembro de 1920 e dezembro de 1921, reúne poemas e textos poéticos que capturam a essência da metrópole paulista, incluindo referências ao Theatro Municipal localizado na região do Anhangabaú. Aos fins de semana, o Triângulo SP oferece aos visitantes uma oportunidade para explorar o Centro Histórico da cidade.

Monteiro Lobato (1882-1948)

Monteiro Lobato nasceu em Taubaté e é famoso pela criação do personagem Jeca Tatu e pelas histórias do “Sítio do Pica-pau Amarelo”, que incluem personagens icônicos como a boneca Emília e o Visconde de Sabugosa. Ele passou sua infância na fazenda do avô, num casarão do século XIX que inspirou as narrativas do “Sítio”, que hoje abriga o Museu Monteiro Lobato em Taubaté, a 142 km da capital paulista, aberto para visitação de terça a domingo. Além de escritor, Lobato também atuou como editor e tradutor e foi um defensor da leitura no Brasil. Suas obras voltadas ao público adulto, como “Urupês” e “Cidades Mortas”, abordam a decadência das cidades do Vale do Paraíba.

Maria José Dupré (1898-1984)

Maria José Dupré, autora famosa por seu livro “Éramos Seis”, nasceu no Paraná mas se mudou para Botucatu com sua família durante a infância. Após seu casamento, estabeleceu-se na capital paulista, onde desenvolveu sua carreira literária. Publicado em 1943 com prefácio escrito por Monteiro Lobato, “Éramos Seis” tornou-se um grande sucesso ao narrar os desafios enfrentados pela família Lemos ao longo de três décadas em São Paulo, destacando os sacrifícios da matriarca Dona Lola. A história inclui momentos marcantes como a Revolução de 1932 e retrata o retorno da protagonista à sua cidade natal, Itapetininga.

Hernâni Donato (1922-2012)

Nascido em Botucatu, situada a 235 km da capital paulista, Hernâni Donato destacou-se como tradutor e biógrafo. Ele traduziu obras clássicas como “A Divina Comédia”, escrita por Dante Alighieri, além de criar roteiros para cinema e televisão. Donato também escreveu sobre figuras literárias como Cervantes e José de Alencar. Em sua obra clássica “Achegas para a História de Botucatu”, ele registrou aspectos importantes sobre a formação do município e suas características naturais como mirantes e quedas d’água.

Paulo Setúbal (1893-1937)

Natural de Tatuí, na região de Sorocaba, Paulo Setúbal é conhecido por obras como “O Príncipe de Nassau” e “A Marquesa de Santos”. Em seu primeiro livro de poesias publicado em 1920, intitulado “Alma Cabocla”, ele dedica um capítulo à sua cidade natal ao descrever a vida rural típica do interior. Seu livro “Confiteor”, lançado em 1937, eternizou personagens e histórias reais relacionadas a Tatuí (a 131 km da capital), conhecida como “Capital da Música”, devido ao Conservatório local ser um dos principais centros formadores musicais da América Latina. O Museu Histórico Paulo Setúbal celebra essa rica história regional e está aberto para visitação durante toda semana.

Maurício de Sousa (1935)

Maurício de Sousa é um renomado cartunista e escritor nascido em Santa Isabel (a 60 km da capital). Considerado um dos maiores nomes da literatura infantil brasileira contemporânea, iniciou sua carreira nos anos 1950 na Folha de S.Paulo como repórter policial antes de criar seus personagens icônicos como o cão Bidu e a Turma da Mônica nos suplementos infantis dos jornais. Com mais de seis décadas dedicadas à criação literária que inclui revistas como “Bidu” (Editora Continental) e “Mônica” (Editora Abril), seu trabalho se expandiu para desenhos animados e produtos licenciados. Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial de São Paulo, seus personagens estão espalhados pela cidade em uma exposição chamada “Caça às Estátuas – Turma da Mônica”, disponível até o dia 1º de agosto.

Origem

O Dia Nacional do Escritor foi oficialmente instituído em 25 de julho de 1960 pelo então presidente da União Brasileira de Escritores (UBE), João Peregrino Júnior, junto com o vice-presidente Jorge Amado após o I Festival do Escritor Brasileiro. Nesta data especial dedicada aos profissionais das letras são organizadas diversas solenidades e eventos nas escolas, bibliotecas e academias com o objetivo não apenas de promover a leitura da Literatura Brasileira mas também para homenagear importantes escritores nacionais cujas obras são reconhecidas internacionalmente.

By Itatiba Hoje

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