Em 2026, foram registrados 23 casos de sarampo, levando as autoridades a recomendar a vacinação para todos os habitantes com idades entre seis meses e 59 anos nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
Devido ao crescimento dos casos da doença, é fundamental que essa população se vacine independentemente do seu histórico vacinal. Isso significa que mesmo aqueles que já completaram todas as doses do Programa Nacional de Imunizações (PNI) devem receber a vacina novamente.
A imunização não se aplica aos indivíduos com 60 anos ou mais, pois a Secretaria de Saúde acredita que essa faixa etária já teve exposição natural ao vírus durante suas vidas, resultando em uma imunidade mais duradoura.
Essa abordagem está fundamentada na trajetória do sarampo no Brasil. Até o começo da década de 1990, a doença era endêmica no país, apresentando surtos a cada dois ou três anos. A vacina foi introduzida apenas no final dos anos 1960 e sua aplicação foi irregular.
Abaixo estão algumas respostas sobre o sarampo e suas implicações.
Os maiores de 60 anos nunca serão vacinados?
Não exatamente. O que se exclui é a vacinação geral, onde qualquer pessoa recebe a dose sem considerar seu histórico. Contudo, há exceções: durante um bloqueio vacinal, que ocorre quando um indivíduo tem contato com um caso suspeito ou confirmado, pode ser recomendada a vacinação para pessoas acima de 60 anos que não tenham recebido doses anteriores, salvo contraindicações.
Portanto, em situações de bloqueio vacinal, é indicado imunizar os maiores de 60 anos que tenham estado em contato com um caso suspeito ou confirmado de sarampo e não tenham recebido vacina previamente.
Por que somente esses três municípios têm recomendação para vacinação?
A decisão de implementar a vacinação indiscriminada nesses locais se deve ao surgimento de casos confirmados de sarampo e à possibilidade de sua propagação. Para outras localidades do estado, a orientação é reforçar as campanhas vacinais por meio da verificação das coberturas vacinais da população e da atualização das doses pendentes conforme o calendário nacional.
Quem já completou o esquema vacinal precisa ser vacinado novamente?
Sim. Os residentes na cidade de São Paulo, Guarulhos ou São Bernardo do Campo com idades entre seis meses e 59 anos devem receber a vacina indiscriminada, independentemente das doses anteriores, desde que não haja contraindicações e respeitando o intervalo mínimo recomendado de 30 dias entre as vacinas com vírus atenuados.
Se eu viajar para uma dessas cidades, devo me vacinar contra o sarampo?
Isso depende do seu histórico vacinal. Para quem planeja uma visita temporária a esses municípios, é aconselhável verificar a situação da vacinação e manter a caderneta atualizada conforme as diretrizes do PNI. Apenas viajar para essas áreas não justifica automaticamente a vacinação indiscriminada.
Gestantes e lactantes podem receber a vacina contra o sarampo?
A administração da vacina tríplice viral é desaconselhada para gestantes devido ao uso de vírus atenuados (enfraquecidos). Além disso, pessoas com imunodeficiência severa ou com histórico de reações alérgicas graves (como anafilaxia) também devem evitar o imunizante.
Por outro lado, lactantes podem tomar normalmente a vacina contra o sarampo sem necessidade de interromper a amamentação, pois não representa risco para o bebê.
