O inverno é uma estação que se caracteriza por um aumento da poeira e poluentes no ar, além de apresentar dias com baixa umidade e oscilações de temperatura. Essas condições climáticas podem impactar a saúde dos animais de estimação, potencializando o surgimento ou a piora de problemas respiratórios e ocasionando ressecamento na pele, nos olhos e nas vias aéreas.
Segundo recomendações do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), os pets mais vulneráveis às modificações típicas do inverno incluem filhotes, animais idosos e aqueles que já sofrem de doenças respiratórias crônicas. Algumas ações simples, como garantir hidratação adequada, evitar exposição prolongada ao frio e estar atento a mudanças comportamentais, podem ajudar a mitigar riscos durante essa estação.
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Estimule o consumo de água
Nos dias mais frios, muitos animais tendem a beber menos água, o que aumenta as chances de desidratação. É aconselhável ter vários recipientes com água fresca espalhados pela casa para incentivar o consumo. Para os felinos, bebedouros com água corrente são uma boa alternativa para estimular a ingestão. Além disso, alimentos úmidos podem ser uma forma eficaz de contribuir para a hidratação, conforme orientação veterinária.
Proteja contra o frio e mudanças bruscas
- Os passeios continuam essenciais para os cães mesmo no inverno, mas devem ser realizados nos horários mais quentes do dia sempre que possível.
- Evite levar os animais para fora em momentos de muito frio, chuvas intensas ou ventos fortes. Após os passeios, é importante secar o animal caso ele tenha se molhado.
- Filhotes, cães mais velhos e raças com pelo curto podem necessitar de proteção extra contra as baixas temperaturas.
Cuidado com problemas respiratórios
- A união entre temperaturas frias e baixa umidade pode agravar crises respiratórias e complicar condições já existentes.
- Raças braquicefálicas como pug, buldogue francês, buldogue inglês, shih-tzu e boxer têm maior predisposição a enfrentar dificuldades respiratórias. Gatos persas também estão incluídos nesse grupo.
- Sintomas como tosse persistente, espirros frequentes, secreção nasal excessiva, dificuldade em respirar e fadiga incomum devem ser avaliados por um veterinário.
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Cuidados com pele e olhos
- O ar seco pode causar ressecamento da pele dos pets, além de coceira e irritação nos olhos.
- Banhá-los com frequência excessiva no inverno pode remover a proteção natural da pele.
- Caso sejam necessários banhos, é fundamental usar produtos específicos para pets e água morna, garantindo que a pelagem esteja completamente seca após o banho.
- Se houver vermelhidão ocular, secreção em excesso ou coceira persistente, deve-se buscar avaliação veterinária imediatamente.
Ambientes limpos e arejados
Durante o inverno é comum manter portas e janelas fechadas por longos períodos. No entanto, continuar promovendo a circulação do ar é essencial para evitar acúmulos indesejáveis de poeira e ácaros que podem causar alergias.
Utilizar pano úmido para limpeza em vez da vassoura ajuda a minimizar a suspensão de partículas no ar.
Quando buscar atendimento veterinário
É fundamental procurar um médico veterinário se o animal apresentar:
- dificuldade respiratória;
- tosse persistente;
- febre;
- perda de apetite;
- apatia;
- sinais intensos de secreção nasal ou ocular;
- sintomas de desidratação.
Um diagnóstico precoce pode ser crucial para o tratamento eficaz de doenças respiratórias e outras condições comuns nesta época do ano.
Prevenção através dos cuidados adequados
Além da alimentação balanceada e consultas veterinárias regulares, manter as vacinas e vermifugações em dia pode reduzir as chances de complicações relacionadas a doenças infecciosas que tendem a ser mais recorrentes durante os meses frios.
Observar o comportamento dos pets durante o inverno também é vital. Mudanças no apetite ou nível de atividade física podem indicar a necessidade de uma avaliação veterinária imediata.
