A Secretaria de Saúde de São Paulo assegura que a vacinação contra o sarampo é segura e não causa doenças, uma vez que prepara o sistema imunológico para identificar e combater o vírus. Essa afirmação surge em meio a uma campanha intensificada de conscientização sobre a importância da vacinação, motivada pela recente confirmação de 16 casos da doença no estado.
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Atualmente, a cobertura vacinal da primeira dose em São Paulo é de 87,8%, enquanto a segunda dose atinge apenas 73,8%. Ambos os índices estão abaixo da meta ideal de 95% para garantir proteção adequada à população. A vacina tríplice viral está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e integra o Calendário Nacional de Vacinação.
A vacina tríplice viral utiliza versões atenuadas dos vírus do sarampo, caxumba e rubéola. Esses vírus são processados de forma que não conseguem causar as doenças, mas sim estimulam o organismo a produzir defesas. A Secretaria Estadual da Saúde destaca que essa vacina é considerada segura, com reações adversas graves ocorrendo em raras ocasiões.
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Os processos que envolvem a composição da vacina garantem que não há transmissão do sarampo por meio dela.” Os vírus contidos são atenuados e passam por um tratamento especial que diminui sua capacidade de provocar doenças no organismo humano.
Tanto antes quanto depois da aplicação na população geral é realizada uma análise rigorosa da segurança das vacinas disponíveis no mercado . O registro sanitário passa por uma avaliação regulatória e continua sob monitoramento mesmo após ser disponibilizado ao público geral.A vacinação tríplice viral e tetraviral normalmente causa apenas reações leves quando ocorrem . Os efeitos mais frequentes incluem dor ou vermelhidão no local da injeção , febre leve , entre outros sintomas temporários que podem aparecer entre o quinto e o décimo segundo dia após a imunização.
O mecanismo de ação da vacina difere claramente de uma infecção provocada pelo vírus do sarampo . A administração dos vírus atenuados gera uma resposta imune sem resultar na doença propriamente dita . Por outro lado , o sarampo é uma enfermidade extremamente contagiosa , transmitida principalmente através das secreções respiratórias de pessoas infectadas ao tossir ou espirrar . Caso não tratada adequadamente , pode levar a febres altas , erupções cutâneas vermelhas , tosse persistente e até complicações graves como pneumonia ou encefalite.
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É importante ressaltar que a vacinação tem um impacto significativo na circulação do vírus . A elevada taxa de imunização reduz os indivíduos suscetíveis à infecção e dificulta a propagação do sarampo . O Ministério da Saúde recomenda uma cobertura vacinal mínima de 95% para garantir proteção coletiva eficaz contra a doença . A aplicação da segunda dose é crucial para aumentar o número total de pessoas adequadamente protegidas após o ciclo vacinal.
Contudo , as recomendações sobre vacinação variam conforme as condições individuais dos pacientes . A tríplice viral não deve ser aplicada em gestantes ou em crianças com menos de seis meses . Indivíduos imunocomprometidos necessitam de avaliação médica específica antes da vacinação , enquanto mulheres com potencial reprodutivo devem evitar engravidar no período mínimo de um mês após receberem a vacina . Portanto , cada caso precisa ser analisado por profissionais das unidades de saúde antes do procedimento.
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Diante dos casos recentes registrados em SP , recomenda-se que moradores das cidades de Guarulhos , São Paulo e São Bernardo do Campo com idades entre seis meses e cinquenta nove anos busquem os postos de saúde durante a campanha nacional de Multivacinação , que ocorrerá entre os dias três de agosto e primeiro de setembro . Mesmo aqueles que já foram vacinados devem se dirigir aos locais para receber as doses necessárias conforme sua situação vacinal atual.Antes disso , as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI) devem ser seguidas : crianças devem receber sua primeira dose aos doze meses e a segunda aos quinze meses ; pessoas entre cinco e trinta anos precisam comprovar duas doses com um intervalo mínimo entre elas ; adultos entre trinta e cinquenta anos devem ter pelo menos uma dose registrada ; trabalhadores da saúde devem ter comprovante das duas doses aplicadas independente da idade . Aqueles sem documentação ou com dúvidas sobre seu esquema vacinal devem levar seus registros às UBS para verificação.
Para crianças com idades entre seis meses até onze meses e vinte nove dias , existe também a opção chamada “dose zero” como medida adicional em situações críticas ou surtos epidemiológicos.Saliente-se que essa dose extra não substitui as duas doses regulares previstas no calendário vacinal : portanto as crianças deverão novamente receber sua primeira dose aos doze meses e segunda aos quinze meses.O acesso à vacina é gratuito nas UBS em todo o estado.Essa ação se torna ainda mais relevante quando surgem sintomas relacionados ao sarampo (como febre alta , manchas vermelhas na pele , tosse persistente , coriza intensa), pois nessas situações é fundamental procurar atendimento médico para avaliação clínica adequada enquanto se evita contato próximo com outras pessoas durante esse período.
