Um mês após a explosão no bairro Jaguaré, na capital paulista, 44 famílias já foram realocadas em novas residências ou encontraram alternativas habitacionais definitivas, enquanto 22 optaram por aluguéis temporários. Ao todo, mais de 800 pessoas afetadas pelo incidente receberam indenizações emergenciais. A resposta rápida às vítimas foi resultado da colaboração entre o Governo de São Paulo e as concessionárias Sabesp e Comgás. Além disso, a explosão levou ao fortalecimento da fiscalização pela agência reguladora e à implementação de novas normas de segurança para obras subterrâneas na cidade, especialmente em áreas com encanamentos de gás e água.
A Gerência de Apoio do Jaguaré, criada pelo Governo paulista logo após o acidente, coordenou os esforços para garantir agilidade nas ações emergenciais.
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A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação trabalhou intensamente para encontrar moradias adequadas para as famílias desabrigadas. Foram oferecidas opções como transferência para apartamentos mobiliados da CDHU, carta de crédito para compra de imóvel, indenização financeira e auxílio aluguel. Todos os custos foram cobertos pelas concessionárias. Uma van da CDHU foi disponibilizada nas semanas seguintes ao acidente para ajudar as famílias a escolherem as soluções mais adequadas. Os encargos relacionados às alternativas habitacionais são inteiramente responsabilidade das concessionárias.
Além disso, a CDHU está desenvolvendo um projeto técnico para a reconstrução da área afetada.
O Poupatempo Móvel também esteve presente no Jaguaré para ajudar os moradores na obtenção de novos documentos que foram perdidos durante a explosão e oferecer assistência em outros serviços.
Moradia
Até agora, das 66 famílias que perderam suas casas completamente devido à explosão, 44 conseguiram novas moradias ou outras soluções habitacionais conforme sua escolha. Dentre essas, 19 receberam as chaves de unidades mobiliadas no Residencial Reserva Raposo; duas estão finalizando a documentação necessária para recebimento dos imóveis; 21 escolheram a indenização financeira e outras duas optaram pela carta de crédito.
As 22 famílias restantes decidiram por aluguéis temporários. Todos os imóveis do Residencial Reserva Raposo e aqueles destinados ao aluguel estão sendo entregues totalmente equipados e mobiliados. As equipes de assistência social e a Defensoria Pública continuam acompanhando os moradores na busca pelas melhores alternativas até que as transferências sejam concluídas. Enquanto isso, as famílias permanecem hospedadas em hotéis com despesas pagas pela Comgás.
Todos os valores referentes às indenizações estão sendo integralmente pagos pelas concessionárias responsáveis.
Desde o dia do acidente, a Sabesp e a Comgás têm se dedicado à recuperação da área afetada. Profissionais da Sabesp realizaram inspeções em 302 imóveis na região impactada pela explosão. Dentre as residências com danos identificados, 39 já tiveram os reparos finalizados e outras seis seguem em processo de conserto. Dos 488 apartamentos próximos ao local do ocorrido, aproximadamente 92% já foram indenizados pela Comgás ou receberam reformas como troca de vidros e janelas. No total, mais de 200 profissionais têm trabalhado diariamente nas ações corretivas realizadas pelas concessionárias.
Investigação e protocolos fortalecidos
A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) iniciou ações voltadas ao aprimoramento da segurança em obras realizadas no subsolo onde há infraestrutura compartilhada. As iniciativas incluem uma força-tarefa dedicada à fiscalização, melhorias nos procedimentos operacionais existentes e a formação de um grupo técnico permanente focado na prevenção de acidentes.
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A investigação conduzida pela Arsesp sobre as causas do acidente ainda está em andamento. Ao término desse processo serão aplicadas todas as sanções cabíveis conforme previsto nos contratos das concessões.
A Sabesp também divulgou um conjunto adicional de medidas logo após o incidente visando reforçar seus procedimentos técnicos, aumentar a fiscalização nas obras e melhorar a capacitação dos trabalhadores tanto próprios quanto terceirizados.
Apoio imediato
Desde o momento da explosão ocorrida em 11 de maio, o Governo do Estado mobilizou uma força-tarefa com o intuito de atender as vítimas, assegurar a segurança pública e iniciar avaliações dos danos na área afetada. A Defesa Civil Estadual verificou os imóveis danificados, classificou os edifícios conforme seu nível de risco e distribuiu ajuda humanitária contendo cobertores, colchões, cestas básicas e itens pessoais essenciais.
Simultaneamente, equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e Arsesp foram ativadas para prestar apoio emergencial nas operações necessárias à segurança dos moradores e na recuperação da área atingida.
As pessoas desabrigadas ficaram alojadas em hotéis cuja estadia foi custeada pela Comgás. A Sabesp também forneceu um auxílio imediato no valor de R$ 5 mil para cada uma das 804 pessoas impactadas pelo incidente.
O Fundo Social de São Paulo se uniu à Defesa Civil para enviar ajuda humanitária adicional às famílias afetadas visando proporcionar assistência imediata aos necessitados.
No âmbito do acolhimento psicológico, foram realizados 33 atendimentos oferecidos pela Sabesp aos indivíduos impactados emocionalmente pela situação; além disso, a Comgás prestou outros 75 atendimentos psicológicos na região atingida.
