Feirão Casa Paulista: liberação de R$ 3,5 milhões para auxiliar famílias em Marília na compra do primeiro imóvel
O programa Casa Paulista, gerido pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH), anunciou a destinação de cerca de R$ 3,5 milhões com o objetivo de ajudar famílias de baixa renda da região de Marília a realizarem o sonho da casa própria. Esta quantia foi disponibilizada durante mais uma edição do Feirão Casa Paulista, que ocorrerá até o dia 7 de junho nas cidades de Assis e Tupã.
Serão disponibilizadas um total de 349 novas Cartas de Crédito Imobiliário (CCI) para imóveis das construtoras Pacaembu e HLTS, sendo 188 para Assis e 161 para Tupã. Cada carta terá o valor de R$ 10 mil, e os subsídios são oferecidos como um investimento sem a necessidade de reembolso para as famílias que buscam adquirir seu primeiro imóvel.
Para se inscrever, é imprescindível atender aos critérios estabelecidos pelo programa Casa Paulista – Carta de Crédito Imobiliário: ter uma renda familiar mensal de até três salários mínimos; não possuir imóvel registrado em seu nome; não ter financiamento imobiliário ativo; e não ter sido beneficiado por outro programa habitacional. Os locais para atendimento são:
Assis – Avenida Marechal Deodoro, 27, Centro
Atendimento disponível entre 29 de maio e 7 de junho, das 9h às 19h
Tupã – Avenida Tamoios, 1389, Centro
Atendimento entre os dias 30 de maio e 7 de junho, das 9h às 19h
Nova fase do programa
Após um período dedicado à análise dos resultados anteriores, os Feirões Casa Paulista foram reiniciados no final de janeiro com um novo chamamento voltado a empresas interessadas. Na primeira fase realizada entre setembro e dezembro de 2025, foram emitidas 4.507 cartas de crédito, resultando em um investimento estatal total de R$ 32,7 milhões em subsídios que beneficiaram 241 empreendimentos em treze regiões administrativas do Estado. Essa iniciativa reafirma o feirão como uma ferramenta eficaz para facilitar o acesso à moradia para aquelas famílias com renda mensal limitada a três salários mínimos.
Para esta nova etapa, a SDUH definiu critérios rigorosos visando agilizar as entregas. Terão prioridade os empreendimentos que preveem a entrega das chaves até o final de 2026. Ademais, os imóveis devem ter no mínimo dois dormitórios e estar formalmente contratados com a Caixa Econômica Federal antes do término do feirão. Entidades organizadoras interessadas — incluindo prefeituras, associações ou empresas privadas — devem enviar o Termo de Adesão exclusivamente através do email [email protected].
O evento obedecerá às diretrizes estabelecidas pela Resolução SDUH nº 43, datada de 22 de agosto de 2025. Durante os feirões, as construtoras têm a possibilidade de oferecer tanto unidades já cadastradas quanto novos projetos que recebam recursos específicos para o evento, desde que utilizem financiamento via FGTS. Após a conclusão das atividades do feirão, as empresas têm um prazo máximo de cinco dias úteis para apresentar à SDUH um relatório detalhado com informações sobre as famílias atendidas e as unidades negociadas, facilitando assim a autorização para liberação dos recursos.
Impactos do programa na região
Desde o início do ano passado, o programa Casa Paulista já proporcionou na região administrativa de Marília mais de 3.100 unidades habitacionais através da modalidade Carta de Crédito Imobiliário, com um investimento totalizando R$ 31,7 milhões. Outros 3.800 imóveis estão atualmente em construção com aporte adicional estimado em R$ 40,5 milhões.
Esses subsídios revelam o empenho do Governo do Estado em expandir o acesso à habitação e priorizar as famílias que mais necessitam desse suporte. Dados levantados pela SDUH indicam que nas obras participantes do programa, a renda média das famílias beneficiárias dos subsídios estaduais é aproximadamente R$ 2.800 mensais — equivalente a cerca de 1,87 salário mínimo em 2025. Em comparação com essas famílias que recebem apoio financeiro por meio do Casa Paulista, aquelas que não utilizam esse benefício possuem uma renda média mensal superior a R$ 5.200 (cerca de 3,44 salários mínimos), evidenciando assim o impacto social positivo da iniciativa.
