Descubra como a formação internacional capacita os bombeiros de São Paulo a atuarem em regiões afetadas por terremotos na Venezuela.
Trabalhar em cidades que sofreram grandes danos devido a um terremoto requer muito mais do que apenas tecnologias avançadas. Antes de ingressar em locais devastados, os bombeiros seguem rigorosamente protocolos globais, fazem uma análise dos riscos de desabamento, estabelecem prioridades e colaboram com equipes de diferentes nacionalidades. Esse treinamento intensivo tem sido crucial para que os bombeiros de São Paulo desempenhem suas funções nas áreas mais impactadas pelo recente terremoto na Venezuela.
O Corpo de Bombeiros de São Paulo está atualmente atuando na parte central do estado de Aragua, principalmente nos municípios de Maracay e Turmero. Essas localidades apresentam um cenário alarmante, com prédios colapsados parcial ou totalmente, ruas cobertas por destroços e infraestrutura severamente comprometida.
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Conforme explica a capitã Karoline Burunsizian, representante do Corpo de Bombeiros paulista, todas as intervenções são fundamentadas nas diretrizes da International Search and Rescue Advisory Group (INSARAG), uma autoridade global em ações de busca e resgate em situações de desastre. Essa metodologia inclui procedimentos padronizados para avaliação de riscos, classificação das estruturas, coordenação entre diversas equipes internacionais e atuação segura dos socorristas, otimizando a eficiência e a rapidez das buscas.
A primeira equipe, composta por 11 bombeiros, dois médicos militares e um membro da Defesa Civil, partiu na última sexta-feira (26). Já o segundo grupo, com 16 bombeiros e um agente da Defesa Civil, embarcou no domingo (28).
Como se realiza uma operação de busca
Os bombeiros estão operando nas fases ASR 2 (Avaliação de Setor) e ASR 3 (Busca e Resgate Rápido). Na fase dois, realizam uma avaliação rápida das áreas atingidas para identificar riscos estruturais e priorizar onde as equipes devem concentrar seus esforços. Na fase três, os militares entram nas estruturas danificadas para localizar vítimas e realizar resgates em áreas acessíveis, além de sinalizar locais que podem precisar de operações mais elaboradas.
Durante essas atividades, cães especializados auxiliam na localização potencial de vítimas sob os escombros, permitindo que as equipes dirijam seus esforços aos lugares com maior chance de sucesso.
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A importância da experiência
Segundo a capitã Karoline, o treinamento constante dos bombeiros paulistas é um dos principais fatores que contribuem para o sucesso da missão. “A formação técnica alinhada aos protocolos internacionais da INSARAG garante uma atuação segura e eficaz em cenários complexos. Os cães são indispensáveis para auxiliar na identificação dos possíveis locais onde há vítimas sob os escombros”, afirmou.
A major Daniela Santos Oliveira, líder da equipe paulista na operação, ressaltou que toda a missão foi planejada para ser autônoma. “Quando chegamos para oferecer ajuda, nossa intenção é não sobrecarregar quem já está enfrentando uma tragédia. Portanto, estabelecemos nossa própria base com alimentos e equipamentos. A autossuficiência é fundamental nesta missão”, completou.
