Na quarta-feira, dia 28, Juliana Armede, secretária executiva de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, esteve em Marília para uma visita técnica às futuras instalações do Espaço Prevenir e dos complexos de Casas Terapêuticas. A inauguração dessas unidades está programada para ocorrer no primeiro semestre de 2027.
Essas novas iniciativas refletem o compromisso em oferecer serviços de qualidade à população de Marília e áreas adjacentes. O Espaço Prevenir e as Casas Terapêuticas desempenham papéis complementares fundamentais ao promover a prevenção, tratamento e reintegração social digna dos usuários.
Espaço Prevenir
Este serviço foi instituído com o objetivo de fornecer suporte psicossocial, priorizando o fortalecimento das relações familiares e a prevenção de recaídas no uso de substâncias psicoativas. Ele destina-se a atender tanto dependentes químicos em fase final de tratamento quanto suas famílias. A capacidade da unidade é de até 200 atendimentos mensais.
Integrado à Política Estadual sobre Drogas, o Espaço Prevenir opera sob a supervisão da Diretoria de Políticas sobre Drogas (DPOD), que faz parte da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS). Atualmente, existem 20 unidades espalhadas por diferentes regiões do estado de São Paulo, que já beneficiaram cerca de 6,4 mil pessoas desde o início deste ano. Para cada unidade implantada, o Governo do Estado investe R$ 50 mil, com um custo anual superior a R$ 900 mil.
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A equipe do Espaço Prevenir é composta por profissionais com diferentes formações, incluindo assistentes sociais, psicólogos, pedagogos e administradores, trabalhando juntos numa abordagem interdisciplinar.
Casas Terapêuticas
Neste ano, teve início o primeiro Serviço de Acolhimento Terapêutico Residencial na modalidade Casas Terapêuticas no bairro Vila Mariana, em São Paulo. O foco desse serviço é acolher pessoas em situação de rua que enfrentam transtornos relacionados ao uso de substâncias psicoativas (TUS).
Cada um dos serviços das Casas Terapêuticas compreende três residências projetadas para se assemelhar a um lar e uma unidade administrativa onde ocorrem intervenções da equipe técnica. O acolhimento pode durar até dois anos e é estruturado em três fases distintas: Acolher, Despertar e Transformar; além disso, há uma fase pós-acolhimento chamada Caminhar.
A metodologia utilizada visa evitar aspectos da institucionalização tradicional e fundamenta-se em intervenções baseadas em evidências científicas associadas ao acolhimento residencial.
O processo conta com a participação de diversos profissionais como psicólogos, assistentes sociais e agentes sociais que oferecem apoio técnico. Durante os até dois anos de acolhimento, os indivíduos aprendem novamente habilidades relacionadas ao autocuidado e auto-organização. Eles também participam de terapias individuais e atividades socioeducativas e culturais. O desenvolvimento das potencialidades pessoais é incentivado para facilitar o retorno aos estudos e ao mercado profissional até que alcancem autonomia financeira e habitacional.
Após completar todas as etapas do programa, os acolhidos continuam recebendo acompanhamento da equipe técnica para evitar recaídas. As Casas Terapêuticas operam em colaboração com os sistemas de saúde, assistência social e educação por meio da Diretoria de Políticas Sobre Drogas (DPOD) da SEDS.
Atualmente, há 16 unidades já funcionando no estado paulista, atendendo cerca de 1,7 mil pessoas desde o início das operações. Cada unidade recebe um investimento governamental aproximado de R$ 200 mil e possui um custo anual superior a R$ 2,6 milhões.
