O mês de julho é marcado pela campanha Julho Amarelo, que enfatiza a necessidade de prevenção, monitoramento e controle das hepatites virais. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) recomenda que a população mantenha suas vacinas atualizadas e siga práticas de higiene, como consumir apenas água tratada e alimentos devidamente higienizados e cozidos.
As hepatites virais são infecções que afetam o fígado e podem ser provocadas pelos vírus A, B, C, D e E. Dentre elas, a hepatite A geralmente não se torna crônica. Nos casos mais severos, essa doença pode evoluir para uma forma fulminante, necessitando até de transplante hepático. As demais hepatites frequentemente se desenvolvem sem sintomas visíveis, podendo causar danos leves a graves. Se não forem tratadas adequadamente, podem progredir para condições crônicas, como cirrose e câncer hepático. Além dos vírus, outros fatores como uso excessivo de medicamentos, álcool, drogas e doenças autoimunes ou genéticas também podem causar hepatites.
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As vacinas para hepatite A e B estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do estado. Para crianças, a vacina contra a hepatite A é administrada em dose única aos 15 meses de idade e está acessível também para grupos específicos no CRIE, sendo indicada para maiores de um ano em esquema com duas doses.
A imunização contra a hepatite B faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e deve ser aplicada preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento da criança, ainda na maternidade. O esquema vacinal é complementado com doses aos 2, 4 e 6 meses por meio da vacina pentavalente. Além da vacinação ao nascer, este imunizante pode ser obtido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas de todas as idades que não tenham sido vacinadas ou que apresentem esquema vacinal incompleto. Atualmente não há vacina disponível para hepatite C.
Devido à falta de sintomas evidentes nas hepatites virais, o diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações e interromper a transmissão do vírus. Assim sendo, é recomendável que testes para hepatites B e C sejam realizados durante o pré-natal para prevenir a transmissão vertical da doença. O Ministério da Saúde também sugere que todos os adultos realizem o teste para hepatite C pelo menos uma vez na vida, independentemente da presença de fatores de risco ou sintomas. Os testes estão disponíveis nas UBSs e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs). É importante ressaltar que a hepatite C tem cura e o tratamento é disponibilizado gratuitamente pelo SUS.
Em 2026, foram registrados no estado um total de 1.953 casos de hepatite A. Nesse mesmo período, contabilizou-se 651 casos de hepatitis B e 855 casos da forma C. Para mais informações sobre esses números e a série histórica das doenças, consulte o Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies) da SES-SP através do link: https://nies.saude.sp.gov.br/grupo/vigilancia-em-saude.
Hepatites virais
A transmissão da hepatite A ocorre principalmente por via fecal-oral, especialmente através do consumo de água ou alimentos contaminados. As principais medidas preventivas incluem vacinação e práticas adequadas de higiene. Seus sintomas típicos incluem febre, fadiga intensa, náuseas e icterícia.
A hepatite B se dissemina principalmente por meio de relações sexuais desprotegidas ou contato com sangue infectado, como no compartilhamento de seringas ou objetos cortantes. A vacinação é a principal estratégia preventiva contra essa forma da doença.
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A hepatite C é igualmente transmitida pelo contato com sangue contaminado e muitas vezes não apresenta sinais nos estágios iniciais. Apesar da ausência de vacina disponível até agora, a doença pode ser curada mediante tratamento gratuito oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, realizar testes é fundamental para um diagnóstico precoce e início do tratamento adequado.
Por sua vez, a hepatite D segue um padrão semelhante ao da hepatite B em sua transmissão e depende do vírus B para se multiplicar. Os sintomas dessa forma são semelhantes aos das outras hepatites: fadiga intensa, náuseas e icterícia. Para prevenir a hepatite D, a vacinação contra a hepatite B é essencial.
