Agentes do SuperAção SP são alocados em Fábricas de Cultura na cidade de São Paulo
O Programa SuperAção SP agora conta com a presença de agentes dedicados nas Fábricas de Cultura da capital paulista. Sob a coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS), essa iniciativa tem como objetivo principal o combate à pobreza, oferecendo acompanhamento individualizado a famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade social. As Fábricas de Cultura são geridas pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado.
A escolha dos territórios prioritários foi realizada em colaboração com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS). Os profissionais atuarão nas Fábricas de Cultura localizadas na Vila Curuçá, na zona leste, e na Brasilândia, na zona norte. Essa ação busca expandir a presença do programa nas áreas mais afetadas pela vulnerabilidade social, promovendo uma maior proximidade no atendimento à população e fortalecendo a integração entre as políticas públicas voltadas para assistência social, cultura e desenvolvimento humano.
As responsabilidades dos Agentes de SuperAção incluem realizar visitas domiciliares, escutar ativamente as demandas das famílias, elaborar planos personalizados e encaminhar os beneficiários para oportunidades de qualificação profissional, geração de renda e acesso a serviços públicos.
Além de servirem como centros de formação cultural e convivência comunitária, as Fábricas de Cultura passam a desempenhar um papel crucial no suporte às iniciativas do programa na capital. O intuito é utilizar essas estruturas já inseridas nas comunidades para ampliar o alcance das políticas sociais e fortalecer os laços com as famílias atendidas. Atualmente, cerca de 200 Agentes estão em atuação na cidade, com previsão de formação adicional de 140 profissionais até o final de julho.
Sobre o SuperAção SP
O SuperAção SP é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo que visa integrar diversas políticas públicas em um atendimento abrangente às famílias que enfrentam vulnerabilidade social, proporcionando acompanhamento individualizado para promover autonomia. O programa destina-se a famílias residentes no estado que estão registradas no Cadastro Único (CadÚnico) e cuja renda familiar por membro é inferior a meio salário-mínimo nacional.
Os Agentes também têm como função conectar as famílias aos direitos já existentes em políticas públicas que muitas vezes não são acessados devido à falta de informação ou orientação. O acompanhamento pode se estender por até dois anos, incluindo monitoramento contínuo para avaliação dos progressos realizados.
O SuperAção SP operacionaliza suas atividades por meio de duas trilhas: a Trilha de Proteção Social, que oferece acompanhamento prioritário e auxílio mensal para atender necessidades básicas das famílias mais vulneráveis; e a Trilha de Superação da Pobreza, que foca em capacitação, qualificação profissional e inclusão no mercado de trabalho, com apoio constante e incentivos financeiros ao longo do processo.
O atendimento é organizado em três módulos interligados: Proteger, que visa facilitar o acesso às políticas públicas locais; Desenvolver, focado na educação e qualificação profissional; e Incluir, que se concentra na inserção no mercado formal ou no empreendedorismo.
Os agentes do SuperAção SP realizam visitas domiciliares para diagnosticar as necessidades das famílias e elaborar o Plano de Desenvolvimento Familiar (PDF), um documento que define metas e oportunidades conforme o perfil social, educacional e profissional das pessoas assistidas.
Este documento estabelece ações visando à inclusão produtiva, fortalecimento dos vínculos comunitários e acesso a serviços essenciais como saúde, educação, moradia e geração de renda. O acompanhamento tem uma duração prevista de dois anos seguido por seis meses adicionais para monitoramento. Os auxílios financeiros podem ultrapassar R$ 10 mil ao longo das diferentes etapas do programa.
Atualmente, o programa está implementado em 48 municípios que participaram da primeira fase. A expectativa é beneficiar 105 mil famílias até 2027 com um investimento superior a R$ 1,5 bilhão oriundos tanto do Tesouro Estadual quanto do financiamento pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
