A Universidade de São Paulo (USP) se destaca como a principal universidade da América Latina e figura entre as 120 melhores instituições de ensino superior do mundo, conforme revelado por um ranking internacional.
Na edição de 2026 do Global 2000, que avaliou 21.291 universidades, a USP alcançou a 119ª posição. O levantamento foi publicado nesta segunda-feira (1) pelo Centro Mundial de Rankings Universitários (CWUR), uma entidade de consultoria que auxilia governos e instituições acadêmicas e que publica esse ranking desde 2012. Com esse resultado, a USP se coloca entre os 0,6% das melhores universidades do planeta, liderando não apenas no Brasil, mas também em toda a América Latina e no Caribe.
O ranking avalia o desempenho das universidades em quatro áreas principais. A pesquisa, que detém metade do peso total da avaliação, mostra que a USP obteve resultados expressivos: ocupa a 82ª posição global no critério de citações de artigos científicos. No que diz respeito ao corpo docente, que considera o número de professores com altas distincões acadêmicas, a universidade ficou na 203ª colocação. Em termos de empregabilidade dos graduados, a USP alcançou a 390ª posição. Já na categoria educação, que analisa o desempenho dos ex-alunos em relação ao tamanho da instituição, a USP aparece na 549ª posição. A pontuação total obtida foi de 81,2.
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Dentro do contexto brasileiro, a USP é seguida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que ocupa o 346º lugar; pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 379º; pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul na 476ª posição; pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), na 479ª; e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), classificada em 508º.
“A pontuação geral da USP se manteve estável em relação aos anos anteriores; no entanto, a metodologia deste ranking tende a favorecer universidades situadas no chamado norte global. Isso pode ter influenciado nosso posicionamento, resultando em uma leve queda. Um exemplo é o critério que considera apenas uma lista restrita de prêmios reconhecidos, como Nobel e Fields. Apesar disso, continuamos entre as principais instituições globais na análise do CWUR com mais de 21 mil universidades avaliadas. Permanecemos no top 0,6% das melhores universidades classificadas e no top 100 em pesquisa”, analisa Renata Eloah de Lucena Ferretti-Rebustini, coordenadora do Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico (Egida).
O Egida é o departamento da USP encarregado de monitorar e avaliar os principais rankings internacionais e os indicadores relacionados ao desempenho acadêmico e científico da universidade. Informações detalhadas sobre diversas análises podem ser consultadas no site desse escritório.
Diferente de outros rankings, o CWUR não se baseia em questionários preenchidos pelas próprias instituições ou pesquisas subjetivas que poderiam levar a distorções ou estratégias promocionais. Sua metodologia é fundamentada exclusivamente em dados objetivos e verificáveis coletados a partir de um total de 81 milhões de pontos informacionais, conferindo ao levantamento uma reputação sólida quanto à sua independência e consistência. Os critérios utilizados estão organizados em sete indicadores agrupados em quatro categorias: educação e empregabilidade dos graduados (25% cada), qualificação do corpo docente (10%) e pesquisa — esta última subdividida em volume de publicações, qualidade das revistas onde os artigos são publicados, influência e número de citações (10% cada).
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